10 de setembro de 2010
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Date: 2008-09-05 16:32:57
Boletim Eletrônico Especial - setembro/08

Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo

Campanha Salarial 2008

Assembléia na terça (09) define desfecho da Campanha Salarial na Capital

Os jornalistas que trabalham em jornais e revistas da Capital decidem, em assembléia na terça-feira (09/09), às 12h, se aceitam ou não a última contraproposta patronal sobre a reposição salarial do segmento. A assembléia acontece na sede do SJSP (rua Rego Freitas, 530 - sobreloja - V. Buarque).

Em negociação na última quarta-feira (03/09), os empresários avançaram em sua proposta: agora, aceitam conceder 1% de aumento real no piso salarial, que teria reajuste total de 5,32%. Para os demais salários, a proposta é a de reposição integral da inflação, que é de 4,32% e corresponde ao INPC acumulado de dezembro de 2007 (mês do último reajuste) a maio de 2008, já que a partir deste ano a data-base é em 1º de junho.

Na avaliação da diretoria do SJSP, a nova proposta só foi feita graças à maior participação dos jornalistas nesta etapa da Campanha Salarial. O presidente do Sindicato, José Augusto Camargo, lembra que a negociação de quarta-feira só aconteceu depois que cerca de 300 jornalistas das principais redações manifestaram a sua posição na consulta feita pela entidade. "Mais de 70% dos consultados votaram pela nova negociação, o que foi fundamental para chegar a esta nova proposta salarial", completa.

Guto recorda ainda que, no início da Campanha Salarial, os empresários queriam dar o reajuste salarial em duas parcelas de 2,14%, uma em junho e a outra em setembro, o que foi rejeitado pela categoria. Depois, a proposta era de aplicar o INPC integral apenas para quem ganhasse até R$ 4.000,00, que também não foi aceita.
A partir daí, o Sindicato começou a fazer "barulho" nas portarias das empresas - com panfletagem ao som da Bandinha do Peru -, pois o patronato não deixava a entidade conversar com os colegas dentro das redações. A ação acabou funcionando e resultou na consulta que a entidade fez em seis empresas: Editoras Globo, Abril e Três; Grupo Estado; Diário de S. Paulo e Diário do Comércio. Outras duas grandes redações - Grupo Folha e Jornal Lance - não permitiram o acesso da entidade às redações.

As novas propostas - Com esta última contraproposta patronal, o piso salarial dos jornalistas do segmento tem reajuste de 4,32% (INPC integral) mais 1 % de aumento real, passando de R$ 1.650,44 para R$ 1.738,25 (cinco horas) e de R$ 2.640,71 para R$ 2.781,20 (sete horas).
Ainda no que se refere às cláusulas econômicas, o sindicato patronal propõe aumento de 7,7% na Participação nos Lucros e/ou Resultados, que iria para R$ 420,00 a serem pagos em setembro (isso para as empresas que não constituírem comissões homologadas pelo SJSP, conforme determina a lei); e de 9,32% no auxílio-creche, que passaria para R$ 268,00.

"A presença massiva dos jornalistas na assembléia é fundamental para definir o desfecho da Campanha", reforma Camargo, lembrando que, caso a proposta seja aprovada, as empresas devem aplicar o reajuste salarial retroativo a junho, que é o mês da data-base do segmento.

CAMPANHA EM DEFESA DO DIPLOMA

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