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Os jornalistas do Rio de Janeiro, organizados pelo SJMRJ, realizam nesta quarta-feira (dia 21), ao meio-dia, manifestação em frente à atual sede do Jornal do Brasil - Avenida Paulo de Frontin 568 -, no Rio Comprido, para tentar evitar o fechamento daquele que já foi um dos mais importantes jornais da imprensa brasileira. O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, solidário com o movimento dos companheiros cariocas, divulgou a seguinte nota:
“O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo vem a público manifestar seu pesar pela decisão do empresário Nelson Tanure de não mais efetuar a impressão do Jornal do Brasil e presta solidariedade aos funcionários da empresa, hoje ameaçados pela demissão. Os jornalistas de São Paulo estarão lado a lado com os companheiros cariocas e ajudarão a convencer Tanure para que ele reveja sua decisão ou mesmo que disponibilize a empresa para que ela seja absorvida por outro grupo que saiba honrar as tradições desse que já foi um dos mais influentes jornais do país. Afinal, o jornalismo brasileiro e, sobretudo o do Rio de Janeiro, necessita da pluralidade de informações. Com o fim do JB, o mercado editorial daquele estado estará monopolizado pela família Marinho, detentora do título de O Globo, o que não é saudável para a liberdade de imprensa, diversidade de idéias e extremamente prejudicial para a democracia. O Jornal do Brasil é uma legenda da imprensa brasileira. Foi protagonista de uma revolução na concepção gráfica, introduziu modernos conceitos de diagramação e se posicionou em todos os momentos históricos brasileiros. Lançado em abril de 1891, por Rodolpho Dantas, dois anos após a proclamação da República, tinha como objetivo defender o regime monarquista deposto e para isso contava notórios articulistas como Joaquim Nabuco, Oliveira Lima e Aristides Spínola. Por seu posicionamento, sofreu retaliações do presidente Floriano Peixoto, que o manteve fechado por mais de um ano. Em 1894, mudou de orientação política e aderiu à República sob a direção da família Mendes de Almeida. Em seguida, passou à propriedade do conde Pereira Carneiro. Nascimento Brito, casado com uma filha do casal Pereira Carneiro, seguiu orientação liberal. Em 1964, como todos as empresas de comunicação do país, o JB também apoiou o golpe militar, mas com a abertura política, acabou adotando linha política mais democrática, fazendo frente ao poderio de Roberto Marinho no mercado editorial carioca. Pelas páginas do JB passaram iminentes profissionais de imprensa. O jornal, que já passou por diferentes fases nestes seus 119 anos de vida saberá achar saída para enfrentar esta que entristece o jornalismo brasileiro. Todo apoio ao JB e a seus jornalistas e funcionários.” |