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Sindicato dos Jornalistas de SP lamenta fechamento do Jornal do Brasil PDF Imprimir E-mail
14 de julho de 2010

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo lamenta a notícia do fechamento do Jornal do Brasil, em sua versão impressa. Trata-se de um dos mais importantes jornais da imprensa brasileira. Para o Sindicato, com a extinção do impresso carioca, que escreveu boa parte da história do nosso país, fecha-se também um importante mercado de trabalho para a categoria. Na próxima semana, no dia 21, os jornalistas cariocas, organizados pelo SJPMRJ realizará série de manifestações para protestar contra o fim do Jornal do Brasil. Leia a nota publicada na página do sindicato carioca, com a qual os paulistas se solidarizam e se aliam aos companheiros do Rio de Janeiro.

 

 

Jornal do Brasil: Vamos dizer não ao fechamento

Na quarta-feira dia 21, ao meio-dia, haverá manifestação em frente à atual sede do Jornal do Brasil - Avenida Paulo de Frontin 568 -, no Rio Comprido, para tentar evitar o fechamento daquele que já foi um dos mais importantes jornais da imprensa brasileira. Sabemos que o Jornal do Brasil de hoje nada tem a ver com aquele jornal que durante mais de um século escreveu boa parte da história do nosso país. Um jornal que ousou, que foi cantado pelos tropicalistas e acima de tudo não seguiu à risca a cartilha da ditadura militar, como outros jornais fizeram.
Mesmo assim, a notícia de que o Jornal do Brasil vai deixar de circular é um golpe para toda uma geração de jornalistas que lá trabalharam ou simplesmente foram seus leitores. O dono da marca, Nelson Tanure, que arrendou o jornal em 2001, anunciou esta semana que o JB passará a ter apenas uma versão na internet. Ele alega que tentou vender o jornal, mas não encontrou compradores. Mas e o direito dos funcionários, como fica?
A manifestação do Sindicato pretende também alertar as autoridades da área do Trabalho para que não deixem acontecer com os empregados da empresa o mesmo que aconteceu com os ex-funcionários da TV Manchete e Bloch Editores. Muitos morreram sem receber seus direitos trabalhistas. O JB tem hoje 180 empregados, entre os quais 60 jornalistas. Qual será o futuro deles? Quantos serão reaproveitados na versão online? E o passivo trabalhista? É bom lembrar que muitos ex-funcionários estão na Justiça lutando por direitos que não foram respeitados. 
A presidente do Sindicato dos Jornalistas, Suzana Blass, está tentando marcar um encontro com Tanure. O objetivo, diz Suzana, é garantir uma empregabilidade mínima e os pagamentos da rescisão. Portanto, não se esqueça: quarta-feira dia 21 ao meio-dia, em frente ao Jornal do Brasil, na Avenida Paulo de Frontin 568, no Rio Comprido.

Fonte: Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro

 

Última Atualizaçao ( 14 de julho de 2010 )
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