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Por Evelize Pacheco

fotos: Sonia Mele Apresentação do grupo Teatro Popular União e Olho Vivo | A cerimônia do XXIX Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos nesta quinta-feira (25/10) em São Paulo foi uma grande celebração do jornalismo, marcada pela defesa da cidadania e das liberdades ainda pouco respeitadas e vivenciadas no país. O grupo Teatro Popular União e Olho Vivo abriu a cerimônia na sala Sérgio Cardoso, executando o Hino Nacional no ritmo de samba, empolgando a platéia e os homenageados. A apresentação do prêmio foi conduzida com muita simpatia pelos jornalistas Heródoto Barbeiro (rádio CBN e TV Cultura) e Mônica Waldvogel (Globonews/GNT). |
Na seqüência, o presidente do Sindicato dos Jornalistas, Guto Camargo, discursou sobre a pertinência histórica do prêmio - criado há 29 anos – ao denunciar os abusos cometidos contra os brasileiros cotidianamente pelos agente públicos, temas recorrentes das matérias premiadas. “Mesmo com a abertura democrática, os direitos humanos ainda não são de todos os brasileiros”, destacou. A cerimônia foi dividida entre as entregas dos prêmios e as homenagens a pessoas que dedicam suas atividades políticas e profissionais na defesa dos direitos humanos e da preservação da memória do país. O bloco das homenagens foi comandado pelo jornalista Audálio Dantas, vice-presidente da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e membro da comissão organizadora do prêmio. Foram homenageados o secretário especial de Direitos Humanos, Paulo Vannucchi, pelo trabalho constante de preservação da memória e pela defesa da abertura dos arquivos da ditadura; o artista Elifas Andreato, criador do troféu Vladimir Herzog; o ex-deputado federal Luiz Eduardo Greenhalgh, pela atuação como advogado dos presos políticos durante a ditadura militar; o rabino Henri Sobel, por seu empenho corajoso no episódio da morte de Vlado; e o jornalista Caco Barcellos, pelo trabalho que denuncia a violência do Estado policial brasileiro. O cardeal Dom Paulo Evaristo Arns também foi lembrado durante a cerimônia, pela atuação constante em defesa dos direitos dos excluídos. Dom Paulo não pode comparecer ao Teatro Sérgio Cardoso, mas recebeu a homenagem no dia anterior do próprio Audálio e de Guto Camargo, em seu retiro, na Zona Norte de São Paulo. 
Premiados na categoria documentário de TV, ao microfone o repórter Rodrigo Vianna da Rede Record
Na 29ª edição do Prêmio concorreram 271 trabalhos em nove categorias: artes, fotografia, internet, jornal, livro-reportagem, rádio, revista, reportagem de TV e documentário/especial de TV. Este ano, não houve premiação para Imagem de TV. Já para o III Prêmio Vladimir Herzog de Novos Talentos do Jornalismo, estavam em disputa oito matérias publicadas em jornais laboratórios de faculdades do Estado de São Paulo. Confira aqui a relação de todos os vencedores.
A cerimônia foi encerrada com um coquetel oferecido pelos organizadores no saguão do Teatro Sérgio Cardoso. O Prêmio Vladimir Herzog, o segundo mais antigo do País (o primeiro é o Esso), é promovido pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, Federação Nacional dos Jornalistas, Associação Brasileira de Imprensa, Comissão de Direitos Humanos da OAB/SP, Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, família do jornalista Vladimir Herzog, Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo e Fórum Permanente dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos do Estado de São Paulo.

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