Expediente Edição e Texto: Fred Ghedini Parte IV: Nelson Sato, assessor técnico do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo Parte V: Drª Silvia Neli dos Anjos Pinto, coordenadora do Departamento Jurídico do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo Revisão: Sandra Rehder Internet: Luiz Fernando dos Santos | Como parte de sua luta constante em defesa da profissão, a FENAJ e os Sindicatos de Jornalistas de todo o país lançam a Campanha Nacional em Defesa do Mercado de Trabalho dos Jornalistas – Contra a Precarização das Relações Trabalhistas. Nos últimos anos, tem havido uma precarização constante das relações de trabalho nas empresas jornalísticas, seja no segmento de impressos, no rádio, na TV, na internet, nas assessorias, no setor público e até mesmo nas escolas de jornalismo, entre os professores. Esse fenômeno tem sido constatado com intensidade crescente pelos Departamentos Jurídicos dos Sindicatos, onde o número de processos abertos por ex-PJs (pessoas contratadas irregularmente como Pessoas Jurídicas, para acobertar seus verdadeiros vínculos trabalhistas) vem aumentado constantemente. Para fazer frente a essa situação, o Conselho de Representantes da FENAJ, reunido nos dias 11 e 12 de outubro de 2003, em Florianópolis, decidiu abrir uma Campanha Nacional em Defesa do Mercado de Trabalho dos Jornalistas. Depois, em nova reunião do Conselho de Representantes, no Rio de Janeiro, em 27 de março passado, diretores de 17 Sindicatos de jornalistas do país, presentes à reunião, solicitaram ao Sindicato de São Paulo que centralizasse a elaboração dessa Cartilha, primeiro passo efetivo para a coordenação, em nível nacional, de uma luta que cada Sindicato já vem levando isoladamente em sua base. Com certeza, após este primeiro passo, vamos avançar mais rapidamente no combate a práticas como a transformação de jornalistas em Pessoas Jurídicas, em várias redações do país, contra a substituição de profissionais experientes por estudantes – em falsos estágios – e contra outras formas de precarização de nosso mercado de trabalho. Não aceitamos e não vamos compactuar com a forma como a sociedade civil e os trabalhadores vêm sendo lesados em seus direitos fundamentais, lutando pela sobrevivência num mercado que cada vez mais despreza os preceitos das leis trabalhistas.Temos consciência das nossas limitações frente à dimensão da tarefa que teremos a partir de agora. Mas, ao mesmo tempo, estamos certos que os jornalistas brasileiros darão o apoio fundamental que a Federação e os Sindicatos precisam para levar a frente essa luta. Embora em final de gestão, a atual diretoria da FENAJ faz questão de lançar essa campanha, com a certeza de que a próxima diretoria, que assume o mandato no dia 7 de agosto, durante o 31o Congresso Nacional de Jornalistas, em João Pessoa, na Paraíba, fará dessa uma das lutas prioritárias ao longo da sua gestão.
Brasília, 4 de junho de 2004, Beth Costa, presidente da FENAJ |